Capoeira Angola

Seu surgimento se deu no contexto da escravidão no Brasil, como um instrumento de união, comunicação, luta e resistência do povo negro e, ainda hoje, constitui-se como uma manifestação de resistência às injustiças do sistema social que se impõe em todo mundo. Essa arte pode ser tomada como uma rica proposta pedagógica para se pensar a presença africana no Brasil, uma vez que a história da Capoeira está intimamente relacionada com o processo de construção das relações sociais brasileiras desde o período colonial.

Contando sua própria história, ela pode ajudar a reescrever a história dos povos negros no Brasil possibilitando outras maneiras de ver e referendar o mundo e a valorização da herança cultural africana na formação do povo brasileiro.

A arte da Capoeira Angola tem grande potencial para atuar positivamente no processo de formação humana, crítica e emancipatória, especialmente com crianças e jovens. Fundamenta-se na cosmovisão afro-brasileira, como a relação em comunidade, a ritualidade e a ancestralidade.

Mestre Pastinha
Vicente Ferreira Pastinha – o Mestre Pastinha (1889-1981), era um mulato franzino, filho de um comerciante espanhol e uma negra vendedora de acarajé,e tornou-se um dos símbolos mais importantes não só da capoeira, mas de toda cultura afro-brasileira. Pastinha conta que aprendeu capoeira ainda menino, com um ex-escravo chamado Benedito. Pastinha assumiu um papel de destaque na capoeira

por possuir uma grande capacidade de liderança, por sua agilidade e, sobretudo, por conseguir elaborar toda uma filosofia em torno dessa manifestação, assim como pelo seu caráter profundamente poético. Mestre Pastinha foi reconhecido como o guardião da Capoeira Angola em Salvador e a FICA se empenha em dar continuidade ao trabalho pioneiro de Mestre Pastinha.

(CM Gegê, FICA-Valença)

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